Pesquisa realizada pelo Professor Ronald Zanetti e colaboradores, da Universidade Federal de Lavras, avaliou os danos causados por formigas cortadeiras, monitoramento dos ninhos, estratégias e táticas para gestão destas formigas.

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) visa utilizar vários métodos de controle baseados em parâmetros econômicos, ecológicos e sociais para manter a população de pragas abaixo do nível de dano econômico.

Formigas dos gêneros Atta e Acromyrmex são as principais pragas encontradas em plantações de Pinus e Eucalyptus. Estas formigas cortadeiras, cortam folhas, flores, brotos e galhos que posteriormente são transportados para o interior de seus ninhos. Tais fatos causam perdas diretas e indiretas à produção, como a morte de plântulas e redução do crescimento das árvores, e diminuição da resistência da árvore para insetos e patógenos.

A pesquisa realizada pelo Professor Ronald Zanetti e colaboradores, da Universidade Federal de Lavras, avaliou os danos causados por formigas cortadeiras, monitoramento dos ninhos, estratégias e táticas para gestão destas formigas.

Para a avaliação dos danos, foram simulados desfolhamentos em diferentes níveis e observados como a quantidade de colônias por hectare pode influenciar na redução do crescimento anual da planta. Com isto, os autores concluíram que as formigas cortadeiras causam danos significativos para povoamentos de Pinus e Eucalyptus, e portanto, torna-se necessários medidas para controla-las.

Quanto ao monitoramento dos ninhos, os produtores florestais têm implementado sistemas de monitoramento para reduzir os impactos causados pelo uso indiscriminado de inseticidas e os custos envolvidos no controle das formigas cortadeiras. O monitoramento permite estimar o número e tamanho dos ninhos, bem como as espécies particulares por hectare. Desta forma, o monitoramento reduz os custos e os impactos ambientais, por propiciar tomadas de decisões mais cedo e sábias.

Avaliou-se também as estratégias e táticas para gestão das formigas cortadeiras. Dentre eles, estão o controle por meio de produtos químicos, resistência de plantas, controle mecânico, controle cultural e controle biológico.  Segundo os autores, o controle acontece principalmente com produtos químicos. No entanto, métodos alternativos estão sendo estudados, como o controle biológico por fungos e bactérias e aumento de seus inimigos naturais, uso de extrato de plantas, controle mecânico e métodos silviculturais. Selecionar um método de controle ótimo e identificar as espécies de formigas que causaram o dano é importante, bem como localizar e monitorar as áreas com densidade critica de ninhos.
O trabalho que apresenta estas bases para manejo integrado de formigas cortadeiras em plantios florestais brasileiros está disponível no link abaixo:

http://www.mdpi.com/1999-4907/5/3/439

Fonte: CI Florestas