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11 set 2014

Negócios internacionais devem fechar em alta para a indústria madeireira do Brasil

Fabricantes se beneficiam com recuperação da economia norte-americana e entre as preocupações dos produtores estão taxa cambial e baixo consumo no mercado interno

A indústria está voltada para o mercado externo
A indústria está voltada para o mercado externo

Os dados positivos do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre – crescimento anual de 4,1% – devem refletir nas exportações brasileiras de compensado. De acordo com fabricantes da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), a demanda já aumentou e os resultados devem aparecer nos números de agosto.

O consenso é de que até o final do ano, pelo menos, as exportações para este mercado serão regulares, com ligeiro crescimento. Segundo relatório do Bureau of Economics Analysis (BEA), divulgado em julho, os gastos com a construção de casas e melhorias em imóveis nos Estados Unidos aumentaram 7,5% no segundo trimestre – ponto favorável aos exportadores de compensado. A categoria havia recuado nos dois trimestres anteriores.

De acordo com dados divulgados pela Abimci, o otimismo da indústria se baseia nos resultados obtidos neste ano. Desde março, o volume de compensado de pinus, por exemplo, triplicaram para o mercado norte-americano, atingindo pouco mais de 9 mil m³ em julho para esse destino.

Já os negócios com a Europa, principal destino dos produtos madeireiros brasileiros, devem ter continuidade após as férias de inverno com a retomada dos contratos.

Câmbio

Uma das preocupações de alguns empresários ainda é a taxa cambial. Com o dólar em torno de R$ 2,25 desde abril deste ano, muitos estão em alerta. Na avaliação de produtores de compensado, por exemplo, uma taxa ideal seria entre R$ 2,70 e R$ 2,80.

Para os fabricantes de compensado plastificado, além da dificuldade com o câmbio há fatores que historicamente já impactam nas vendas, como a chegada do inverno europeu. Segundo o coordenador do Comitê de Compensado Plastificado da Abimci, Walter Reichert, a Turquia, principal destino desse produto brasileiro, todos os anos diminui os pedidos. “Exportamos, em média 10 mil m³ e esse número deve cair, nos próximos meses, para 6 ou 7 mil m³”, afirma. Reichert explica que uma pequena parte desse volume pode ser absorvida por outros mercados, como Egito e Arábia Saudita.

Mercado interno

No mercado doméstico o momento também é de atenção. Em maio, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) revisou a previsão de crescimento do setor em 2014, citando a baixa evolução do emprego na construção brasileira. A estimativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil deverá crescer entre 1% e 2% neste ano. A previsão anterior era de alta de 2,8% em 2014, acima do PIB nacional.

Fabricantes de compensado plastificado afirmam que a falta de demanda interna deve refletir nas vendas desse produto. Segundo Walter Reichert, o mercado interno quer qualidade, que pode ser oferecida, mas não paga por isso.

Encontro

Para outubro, a Abimci já programa um encontro nacional com os fabricantes de compensado para debater questões como mercado, normalização de produtos, certificações e traçar novas estratégias de posicionamento dos produtores nos mercados interno e externo.

Fonte: Painel Florestal
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05 dez 2013

Madeira pode atrair indústrias para áreas reflorestadas de Minas Gerais

Oportunidade de investimento industrial para processamento de madeira

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A produção de mudas cresce em larga escala no Estado de Minas Gerais

Região de grandes áreas reflorestadas no sul de Minas Gerais, no entorno dos municípios de São João Del Rei, Ritapolis, São Tiago, Rezende Costa, Barbacena, Prados, Lagoa Dourada, Entre Rios de Minas, Cruzília, Madre de Deus de Minas, São Vicente, Andrelândia, Juiz de Fora, Nazareno, dentre outros, representando um excelente estoque de madeira que está pronta para receber indústrias florestais sem necessidade de investimentos na aquisição de terras.

São propriedades florestais de pequeno e médio porte, que há anos vem desenvolvendo um amplo programa de reflorestamento aproveitando as condições naturais da região e utilizando-se de parcerias de diferentes programas de fomento e iniciativa própria de produtores regionais. Estima-se área de aproximadamente 40.000 hectares com capacidade de abastecer diferentes segmentos industriais.

A região possui paisagem de relevo suavemente ondulada, com a predominância de latossolos, com altitudes acima de 800 metros e precipitação cerca de 1600 mm anuais, sendo estas chuvas distribuídas ao longo do ano, com um período frio com umidade relativa alta de maio até julho e com temperaturas mais altas de agosto a setembro, com ocorrência de chuvas esporádicas neste período. O período chuvoso inicia-se em outubro e com concentração de maior volume até janeiro diminuindo gradativamente até maio.

Estas condições são ideais para plantio de florestas de eucalipto, contribuindo para a redução dos custos, devido ao potencial de mecanização na realização das atividades florestais em toda época do ano. A maioria dos materiais genéticos utilizados na região é originado das empresas Gerdau e Aperam, sendo estes clones de alta produtividade, existindo muitos plantios florestais com IMA superior a 40m³/ha/ ano.

Como a atividade de produção de carvão/madeira na região foi estimulada por empresas como a CBCC, Gerdau, Aperam e Votorantim, nos últimos 10 anos, surgiram muitos investidores independentes gerando grandes áreas plantadas com eucalipto.

Existe na região a figura do fazendeiro florestal que planta pequenas áreas e produz o carvão, mantendo na área sua família e gerando renda que possibilita já possuírem seus próprios caminhões para a entrega.

Neste período, apenas o Viveiro Esteio contribuiu com a venda de aproximadamente 30 milhões de mudas para estes investidores (cerca de 25.000ha). Como existem outros fornecedores de mudas na região, este número poderá passar de 40.000 ha de plantio (estes valores estão sendo levantados). Sendo que cerca de 40% desta madeira esta atingindo 6 anos.

É um patrimônio social imenso que pode abrigar grandes investimentos industriais e com isso possibilitar a continuidade de investimentos nesta região que já tem a tradição do produtor florestal independente, representados por profissionais liberais, produtores de carvão e de madeira para serraria, e que pretendem dar continuidade aos seus investimentos na região.

Além da posição geográfica excepcional em relação ao mercado interno e externo, existe um grande polo consumidor de madeira na região de Ubá. Outra excelente oportunidade é que a região ainda dispõe de terras de valores relativamente baixos e que permitem a expansão das áreas reflorestadas. Com a finalidade de dar um destino mais adequado a esta madeira, iniciou-se a organização de um sistema cooperativo que poderá garantir o abastecimento total ou parcial da indústria que se instalar na região. O Viveiro Esteio, um dos precursores do reflorestamento na região, juntamente com inúmeros produtores estão se encarregando de criar o sistema cooperativo.

Em breve, estará sendo organizado na região um encontro com investidores e industriais para discussão e implementação dos instrumentos institucionais para atração de investimentos industriais. Com certeza, a médio prazo, a região constituirá um novo modelo de desenvolvimento da indústria florestal sem a necessidade de investimentos em terra. É, de fato, a participação do pequeno e médio produtor na constituição da cadeia produtiva, tão importante e tão almejada pela silvicultura sustentável!

Fonte: Painel Florestal
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