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09 dez 2014

Florestas de eucalipto garantem maior rentabilidade para produtores

A diversificação do uso do solo vem garantindo aumento de renda para o produtor rural, principalmente no caso da silvicultura

Marco Garcia é presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Foto: Yuri Spazzapan
Marco Garcia é presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. Foto: Yuri Spazzapan

A rentabilidade da pecuária está a proporcionar uma média de lucro menor do que o arrendamento para o eucalipto. É isso que realmente faz com que a silvicultura consiga se prover e alcançar uma quantidade de florestas satisfatória para a exploração da indústria de celulose, mas o que deve ficar claro é que mesmo que a quantidade de gado tenha diminuído, no mesmo ritmo aumentaram as floretas de eucalipto.

“A partir disso foi possível ampliar as culturas e escolher o manejo. Hoje o pecuarista – dono de grandes propriedades – pode ter ‘cestas’ com mercadorias diferentes. Agora ele pode ceder uma área para parceria ou arrendamento e criar gado da mesma forma”, explicou Marco Garcia, Presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas.

Atualmente, mesmo com a quantidade de áreas sem florestas na região tendo sido diminuída pela metade seria possível voltar a ter a mesma quantidade de gado que 15 anos atrás e até mesmo aumentar este número, caso fosse mais rentável aos pecuaristas.

No caso de Garcia, por exemplo, 5% de seu patrimônio em terras são direcionados para atuar em parceria com a Eldorado Brasil. Esse percentual representa 50% de uma propriedade, na qual também há criação de gado e, no caso, numa quantidade que não foi afetada quando o pecuarista decidiu por fazer esta parceria.

Garcia afirma que, se ele quisesse utilizar mais da metade do seu patrimônio em terras para arrendamento ou parceria com florestas de eucalipto, ainda poderia criar a mesma quantidade de gado atual no espaço menor e até aumentar. “O índice de ocupação de solo é baixo – a UA (Unidade Animal) é de 450 quilos. A média atual de ocupação é de 0,8 UA por hectare, mas o número pode passar de 2, com o manejo adequado. Isso tudo podendo ampliar minha capacidade de rendimento com as florestas”, detalhou Garcia.

Assim, a floresta é uma forma de diversificar investimentos. “Além da parceria, ainda planto eucalipto nas minhas propriedades para extração de madeira. Todas essas possibilidades deixam não só a mim, mas outras pessoas envolvidas no agronegócio com outras fontes de renda. Diversifica nossa produção e diminui os riscos em uma só atividade. Essa é a forma que eu entendo”, enfatizou presidente.

Fonte: Painel Florestal
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25 jul 2014

Mercado do eucalipto está em alta e melhora a renda de produtores do ES

No Espírito Santo, a árvore é fonte de renda garantida para o agricultor

eucalipto

O Espírito Santo tem 250 mil hectares de florestas de eucalipto. A maior parte da madeira é usada pelas fábricas de celulose, localizadas no município de Aracruz, no litoral do estado.

O material é embalado em fardos de 250 quilos e vendido para as fábricas de papel. Para produzir 2,3 milhões de toneladas de celulose por ano, três fábricas juntas devoram 8 milhões de metros cúbicos de madeira e 90% do que é produzido vai para exportação.

“É um mercado que cresce a 5,8% ao ano e isso é equivalente a 500 mil toneladas de celulose, o que demanda um crescimento anual em área plantada de eucalipto de, aproximadamente, 50 mil hectares/ano”, explica o gerente de produção Wanderlei David Pereira.

As florestas próprias das indústrias produzem 70% da matéria-prima necessária. A colheita é feita em árvores de seis a sete anos de idade. A máquina derruba o eucalipto, descasca e corta em vários pedaços. Tudo é aproveitado: do caule até as pontas mais finas.

O que mais chama atenção na cultura do eucalipto é a produtividade das nossas árvores. É possível conseguir 45 metros cúbicos por hectare/ano, enquanto que a Austrália, que é a pátria do eucalipto, não chega nem na metade da produtividade do Brasil.

Além de manter suas próprias florestas, a indústria capixaba faz contratos de parceria com os agricultores. São mais de mil produtores que recebem financiamento e preço fixo pela madeira.

A família Bianchini, que produz café conilon irrigado, aderiu ao sistema de parceria com a indústria. Hoje, o eucalipto ocupa 280 dos quase 700 hectares da fazenda e rende R$ 1,4 mil por hectare por ano. O café dá o dobro, mas mesmo assim, Stanley acha que vale a pena investir no eucalipto. “Porque é uma poupança em pé. Uma poupança verde. Uma poupança que você tem ela a cada cinco anos com garantia de recebimento”, diz.

Stanley está vendendo cada metro cúbico de madeira para a indústria por R$ 50.

Fonte: Portal do Agronegócio
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